A cozinha é o lugar mais reconfortante da casa porque nele encontramos alimento para o corpo e para a alma. Deixe a Natureza entrar na sua e esqueça os produtos feitos pela indústria alimentícia em geral, que não coloca amor nesse ato nem está preocupada com a saúde do seu organismo e o de sua família!

Esse é um dos segredos de manter o bem-estar - não entregue essa função vital a terceiros - ponha a mão na massa, deixe a preguiça de lado e estabeleça como prioridade fazer a comida que vai mantê-lo longe das doenças!

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Por que as sementes possuem antinutrientes?


Há muito tempo aprendi que devemos deixar os grãos e sementes de molho antes de consumi-los, para eliminar os fitatos, enfim, os antinutrientes que são tóxicos para nós.
Isso já faziam minha avó e minha mãe ao colocar o feijão de molho na noite anterior ao preparo, reproduzi mesmo não sabendo a razão "científica", era um conhecimento tradicional, carregado através das gerações.
Depois, através de muitas leituras, soube do motivo, conforme dito na frase inicial.

Mas agora descobri algo que me encucava: por que as sementes carregam consigo os antinutrientes?
A resposta está aqui: "As plantas começam a acumular seus nutrientes muito antes das sementes se formarem.
E não existe lugar melhor para acumular e guardar esses nutrientes do que nas folhas.
É isso que coloca os verdes na categoria de comida mais nutritiva da Terra.
Então, seria normal perguntar: "Não são as sementes a parte mais nutritiva da planta?"
Não, porque embora elas sejam, de fato, ricas em nutrientes, as plantas não querem que "seus bebês" sejam comidos, por isso protegem as sementes com doses de inibidores, alcaloides e outros ingredientes venenosos.
A melhor época para colher uma planta acontece antes da formação de suas sementes, porque é durante esse período que as plantas contêm sua maior concentração de nutrientes.
Depois que brotam, os nutrientes começam a se acumular nas sementes. Quase não restam nutrientes nas folhas das plantas depois que soltam suas sementes". (Victoria Boutenko)

Maravilhosa explicação! As plantas produzem as sementes, cheias de nutrientes que as deixam fortes para sobreviver e serem disseminadas para garantir a continuação da espécie, e as protegem com tóxicos, buscando evitar que sejam consumidas até que possam cumprir o seu papel.
Porém, nós, humanos, encontramos uma maneira de eliminar essa toxicidade, através do simples ato de colocar as sementes de molho em água, de 8 a 12 horas, não mais do que esse tempo, pois se ultrapassado, os fitatos retornam para o interior delas.

Mesmo assim, não é recomendado um consumo excessivo de grãos e sementes.
A chave do equilíbrio alimentar está na variedade, o que é saudável pode causar prejuízo se ingerido em abundância e diariamente.
A Natureza nos oferece centenas de vegetais!

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Frio, aconchego e sopas quentinhas

A sopa é um dos meus pratos prediletos, e no inverno, é essencial tê-la à mesa.
Vegetariana e sempre que possível, utilizando orgânicos.

   
Sopa de legumes, raízes, folhas e ervas, a Rainha das Sopas! Não cozinho as folhas e as ervas, só coloca-as na finalização, aproveitando o vapor da panela bem abafada pela tampa e um pano.


                     
                          O must foi adicionar brotos de alfafa crus sobre o calor da sopa já pronta.



Os temperos são os grandes colaboradores no sabor das sopas, aqui o molho de pimenta dedo-de-moça, artesanal e orgânico, só acrescentou!


                                      Inhame: delicioso e ainda desintoxica o organismo.


De ervilhas com abóbora e cebola: o "algo mais" fica por conta do gengibre cru, ralado bem fininho, sobre o prato de sopa bem quente. O gengibre cru e com casca ajuda a prevenir ou curar gripes e resfriados .


                                     Sopa de tortelli: mamma mia, mangia che te fa bene!


Essa, denominei "sopa baiana": moranga engrossada com farinha de arroz biodinâmico (pouca coisa, pra não virar pirão, tem que ser um caldo), e é nos temperos que revela-se a picância: pimenta-do-reino, coentro, cominho, orégano, cúrcuma, pimenta calabresa e dedo-de-moça (na medida certa pra não causar um incêndio no paladar).

terça-feira, 30 de junho de 2015

Festas juninas vegetarianas



Mês de junho despedindo-se, com frio e chuva, coisas típicas de inverno. Típicas também são as festas juninas, que lembram Santo Antônio, São João e São Pedro. Não sou católica, mas fui criada nessa religião, então tenho fortes lembranças destas festas na minha infância. Respeito quem "acredita" em santidade, para mim foram pessoas muito esforçadas que trabalharam para sua evolução e por isso destacaram-se.
Mas, enfim, quero mesmo é falar sobre os comes e bebes destas festas, que são deliciosos!
Não fui a nenhum evento, mas comemorei em casa, no aconchego do lar. 

O QUENTÃO - É o clássico - festa junina sem ele não existe!
Minha receita: 500 ml de suco de uva, 500 ml de água filtrada, 1 copo shot de boa cachaça (usei a Ypióca orgânica), fatias de gengibre, canela em pau, cravo-da-índia e açúcar mascavo.
Colocar tudo a ferver em fogo baixo, menos a pinga, que é adicionada na finalização.
Abafar e tomar quente, é claro!



O PINHÃO - Outro clássico do nosso inverno, basta cozinhar, salgar e aproveitar! Para quem desejar uma receita mais elaborada com ele, experimente a receita abaixo:
Lasanha de pinhões e abobrinha

OS COMES DIVERSOS: As imagens mostram as comidas que considero essenciais numa festa junina - só faltou o milho verde, infelizmente. Mas a ausência foi compensada pelo bolo de milho com leite de coco.

Pinhão, batata-doce, abóbora e aipim (mandioca, né, Dilma, essencial na mesa do brasileiro!)


Inhame, gostoso e depurativo, temperado apenas com sal, azeite de oliva e salsa.


Bolo de milho com leite de coco - Fácil de fazer: duas xícaras de farinha de milho fina orgânica, uma xícara de açúcar mascavo, uma xícara de leite de coco, uma CS de fermento, 2 ovos ou a sua substituição veg (usei duas CS de gel de linhaça), 4 CS bem cheias de óleo vegetal. Misturar nessa ordem: açúcar, gel, óleo, farinha, leite e fermento (depois que adiciona o fermento, não bate mais a massa, só mistura levemente). Forno preaquecido, médio (200°), 40 minutos.
E pra dar um up, coloquei geléia de goiaba por cima, mais o molho apimentado Chipotle e Goiaba (DE CABRÓN Chillis).
Picância junina!


sexta-feira, 26 de junho de 2015

Bife no prato

Diálogo fofo sobre a origem do bife no prato da criança:
- Mamãe, o que é isso no meu prato?
- Um bife, filha.
- Mas o que é isso?
- Um pedaço de carne.
- Carne? O que é isso?
- Isso é uma coisa muito boa que precisas comer pra crescer e ficar forte.
- Tá, vou comer, parece gostoso.

Diálogo realista sobre a origem do bife no prato da criança:
- Mamãe, o que é isso no meu prato?
- Um bife, filha.
- Mas o que é isso?
- Um pedaço de carne.
- Carne? O que é isso?
- Isso é um pedaço da vaca arrancado do seu corpo, depois de a matarem com muita maldade num lugar cheio de sangue e tripas, mas aí eles lavam, embrulham num pacote bonitinho, colocam um pó pra ela ficar bem vermelhinha e brilhante. Aí a mamãe tem que temperar e salgar bastante porque a carne crua tem um gosto horrível e tu não irias gostar de comer.
- Mataram a vaquinha? Buááááááááááá´!!!!!!!!!!!!

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Cadê a criatividade?

Acabo de descobrir que uma pessoa criou um blog de receitas em 2014, com o mesmo enfoque e o mesmo nome do meu, o Cozinha Natureba, além de também criar uma página no facebook, igualmente denominada Cozinha Natureba.
Esse é um trabalho que venho fazendo desde 2008, quando criei o blog, para divulgar alimentação vegetariana e saudável, e pesquisei verificando que não existia algum site ou blog com o mesmo título.
Interessante é que ambas temos aprovação no Creative Commons desta denominação e produção. Isso é possível? Cadê a criatividade?
A imagem mostra a minha primeira postagem feita em 01/11/2008 - "A prática da cozinha natural" e o registro no Creative Commons do blog Cozinha Natureba.

terça-feira, 23 de junho de 2015

Agrotóxicos nos alimentos - até quando??????



Por que ainda usamos agrotóxicos nos alimentos?

1. Obviamente, quem os produz quer continuar vendendo-os, caso contrário, teriam que fechar suas fábricas e falir - sem consumidor, não há lucro;

2. As sementes transgênicas necessitam ser plantadas juntamente com agrotóxicos, o que comprova uma das maiores mentiras sobre transgenia nos alimentos: que os agrotóxicos seriam dispensáveis;

3. Os interesses do agronegócio em manter a agricultura em larga escala, usando transgenia e "defensivos agrícolas", com a desculpa de que está matando a fome da população com baixa renda, enfim, "trabalhando pra acabar com a fome no mundo", mais uma grande mentira que larga uma nuvem de fumaça sobre a verdade: SÓ PENSAM NO LUCRO!

E você aí, almoçando e jantando venenos, nos vegetais, na carne, nos laticínios, nenhum tipo de dieta - vegetariana ou onívora - escapa, atualmente, de conter elementos tóxicos, causadores de uma epidemia que ninguém quer enxergar: ALERGIAS ALIMENTARES!
Sem citar as inúmeras doenças crônicas, como o câncer.

Procure ou crie alternativas, enquanto, você e sua família, ainda não adoeceram..

sábado, 13 de junho de 2015

Pra uma tarde fria de inverno



Tá a fim de tomar um café orgânico fresquinho acompanhado de um pastel assado com recheio vegetariano?
Sirva-se! :)

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Uma cartilha que promete revolucionar a maneira que o brasileiro vê a alimentação

"O Ministério da Saúde acaba de lançar uma cartilha que promete revolucionar a forma como o brasileiro vê a alimentação. O novo Guia Alimentar para a População Brasileira faz uma divisão entre alimentos naturais, processados e ultraprocessados. É nisso que as pessoas devem prestar atenção na hora de escolher o que vão pôr no prato."

10 passos para uma alimentação saudável 

1 Faça dos alimentos naturais a base da alimentação
2 Use óleos, gorduras, sal e açúcar em pequenas quantidades
3 Limite o consumo de produtos processados
4 Evite os ultraprocessados
5 Coma com regularidade e atenção e, se possível, com companhia
6 Faça compras em locais que ofereçam alimentos frescos, como feiras
7 Desenvolva, exercite e partilhe habilidades culinárias
8 Planeje o tempo para dar à alimentação o espaço que ela merece
9 Fora de casa, dê preferência a comidas feitas na hora
10 Seja crítico quanto à publicidade de alimentos

A matéria aconselha o emprego de alimentos de origem animal, sou vegetariana, portanto, contrária a esse consumo
Mas devido à utilidade das demais informações, recomendo a leitura.

Uma cartilha que promete revolucionar a maneira que o brasileiro vê a alimentação

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Da horta para a mesa

Crianças consumindo "comida de verdade"  - e melhor, sem que nela entrem ingredientes de origem animal - é garantia de saúde!


Vejam o Arthur (7, quase 8) e a Yoná (4), filhos da minha amiga Rubia Wehr Baldez, e a maravilhosa chicória colhida da horta feita pela família. 

Eles moram em Gramado/RS (serra gaúcha), onde no inverno, geralmente, a neve aparece para a alegria dos moradores e dos turistas.

A Rubia conta: "O Arthur é vegetariano desde uns 3 anos de idade por escolha dele mesmo (eu já ia por estes caminhos mas ainda fazia coisas com carne e tentava enganá-lo pra comer - ele sentia o gosto e cuspia tudo fora). Daí um dia ele veio me perguntar de onde vinha a carne, expliquei que eram os bichos que morriam e que se tirava a carne para comer, daí ele encheu os olhinhos de lágrimas e me disse: a gente não pode comer carne, vão acabar os animais assim...já pensou se resolvem comer as nossas cachorras???
Então, também me conscientizei de vez e parei de comer carne e de preparar carne, não preparo mais.
A Yoná ainda não entende muito bem essa história de matar os bichos pra comer, e ela gosta de carne, daí quando alguém oferece ela come, mas gosta muito de frutas e saladas.
Acredito que quando ela for maiorzinha e entender melhor isso, também não vai querer comer carne, afinal ela ama muito os animais."

O grande diferencial é que a família come o que produz na sua horta e são muitas as opções:






Colheita do dia: tomate, quiabo, maxixe, pepino, repolho, couve e pimentões chapéu de bispo.








Outra colheita: pimentões, alface, cenouras, xuxus, tomates, pepinos e rúculas.












"Sempre tivemos um pedacinho de horta.Essa maiorzinha, agora, faz uns 4 anos mais ou menos. Ela estava em hibernação junto com o inverno, de um mês pra cá começamos a limpá-la, preparar a terra de novo e plantamos algumas coisa; outras nasceram por conta (devido a termos plantado em outros anos - como mostarda roxa e verde, camomila).









Que linda a horta, 
e o Arthur horticultor!

A Yoná curtiu os mini-pepinos. 

"A gente tenta variar o máximo possível, esse ano plantamos pipoca (ano passado plantamos 4 pés e colhemos um vidro daqueles grandes de conserva cheio de espigas), alface (de 3 tipos), couve rábano (roxa e verde), morangos, cenoura, repolho (de 3 tipos), couve manteiga, mais um outro tipo de couve, aspargos, temperos diversos, phisalys e sempre temos uma composteira bem grande para colocar os orgânicos dentro (estamos no 3º buraco já, desde que começamos com isso - faz uns 2 anos).
Ah, tem feijão de vagem e ervilhas plantadas também!"


"Ganhei as sementes destas pipocas quando fui na Expointer, na agricultura familiar. Engraçado é que eram brancas, mas quando fui colher, estavam pretas", diz a Rubia. 



Quis saber se eles eram vegetarianos ou veganos:
"Quando eu preparo a alimentação, normalmente é vegana, mas como nem sempre sou eu quem cozinho, às vezes minha sogra coloca ovos nas receitas, mas é só o que permito que ela use, pois eu e as crianças temos intolerância à lactose também.
Meu marido come carne, mas é bem de vez em quando, se está a fim ele mesmo compra só o pedaço que quer comer e prepara (às vezes vai pra rua fazer pra não deixar a casa com cheiro, porque ele sabe que hoje eu fico enjoada com cheiro de carnes).
Mas aceita super bem a nossa alimentação, mesmo porque a saúde dele também melhora sem carne nem laticínios. E os ovos, quando a gente usa, a maior parte das vezes pegamos de uma senhorinha que nos vende, que tem suas galinhas soltas e trata com milho."

 
Arroz em camadas com beterraba, espinafre e cenoura, um dos pratos que a Rubia serve para a família.

E quando as crianças querem guloseimas, também são veganas, como esses docinhos feitos com leite condensado de coco. Olha a cara do Arthur - ele tem jeito de ser bem danadinho... :)

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Pão de queijo sem queijo

Quase todo mundo que abandona o consumo de laticínios, sente falta de algum prato feito com eles, como o pão de queijo, por exemplo.
É uma tentação: fofinho, quentinho, fumegante e saboroso...
Algumas receitas de "pão de queijo sem queijo" dão um resultado bem satisfatório e muito próximo ao original: o sabor fica parecido, a textura e a aparência ficam iguais, como provam estas imagens.


Quando bate a vontade de saborear um pãozinho de queijo, faço essa receita, e o desejo vai embora, deixando a satisfação de tê-lo realizado - com prazer e sem laticínios.

"Pão de queijo" com mandioquinha e polvilhos

 Ingredientes (a medida da xícara é de 250 ml)

duas xícaras de polvilho doce
1/2 xícara de polvilho azedo
uma xícara e 1/2 de mandioquinha cozida e esmagada
1/3 de xícara de óleo vegetal
1/4 de xícara de água morna
sal a gosto
temperos a gosto, se desejar fazer uma parte da massa com outro sabor

Como fazer

Cozinhar a mandioquinha até ficar bem mole, amassar com um garfo
para que vire um purê.
Assim que ficar morno, adicione todos os outros ingredientes.
Coloquei nessa ordem, sobre o purê de mandioquinha: os polvilhos,
o sal, o óleo e a água.
Misturar com as mãos, criando uma massa homogênea.

















Divida essa massa ao meio, se quiser fazer diferentes sabores de pão.



















Coloquei numa das metades: cúrcuma, páprica, mangerona, salsa, alho e manjericão (as duas primeiras em pó, os demais bem picadinhos).


















Enquanto o forno aquece, faça as bolinhas e coloque numa assadeira, levemente untada.
Fiz 40 bolinhas de tamanho pequeno.
Pela lógica, deve render 20 pãezinhos de tamanho médio.

Assar por aproximadamente 45 minutos, em forno médio.
Eles ficam no ponto quando apresentam a casquinha crocante e a característica rachadura na superfície.